A imposição da sobretaxa de 25% pelos EUA sobre parte das exportações brasileiras reacendeu o debate sobre os impactos da política comercial internacional no setor de energia.A exclusão do petróleo cru, do GNL e do GLP da nova tarifa é um sinal importante pois, além de preservar a competitividade dessas commodities no mercado norte-americano, evidencia sua relevância estratégica para a segurança energética dos EUA.
No entanto, a instabilidade gerada por disputas comerciais pode aumentar a volatilidade cambial, elevar o custo de financiamento de projetos e contribuir para uma desaceleração da economia global, influenciando diretamente a dinâmica de investimentos e os preços internacionais do petróleo.
O etanol, contudo, não foi contemplado entre as exceções. A perda de competitividade no mercado americano pode afetar a rentabilidade das usinas e repercutir em investimentos relacionados à biomassa, ao biogás e ao biometano, segmentos relevantes para a transição energética brasileira.
Eventuais contramedidas devem ser cuidadosamente calibradas para evitar efeitos indesejados sobre a própria indústria nacional, especialmente se resultarem no encarecimento do GNL ou de tecnologias e equipamentos de origem norte-americana amplamente utilizados nos projetos do setor.
Em entrevista ao BNamericas, a sócia Maria Amélia Braga falou sobre este tema. A matéria está
Fonte: BNamericas






